Um negócio artesanal e a (in)compreensão do público
- Equipe La Madeleine
- 16 de set. de 2025
- 1 min de leitura
Há algum tempo atrás, uma cliente eventual, advogada, nos ameaçou com um processo. Segundo ela, não respeitávamos os horários de abertura e fechamento que "todo o comércio" deveria seguir. Ela questionava como tínhamos a audácia de abrir e fechar "ao nosso bel-prazer" e, o que considerava ainda pior, de tirar férias anuais.
Nosso horário de funcionamento é de quarta-feira a sábado, das 15h às 19h. Às terças-feiras, atendemos apenas por encomenda e com as portas fechadas.

Explicamos a ela, com toda a paciência, que éramos um negócio familiar e artesanal e, justamente por isso, não tínhamos a mesma disponibilidade de uma grande empresa. Ela saiu furiosa, dizendo que deveríamos aguardar a sua ação judicial, pois nosso horário era uma afronta ao direito do consumidor.
No entanto, ela voltou há poucos dias, "cheia de dedos," pedindo sua torta preferida. Com certeza, a preparamos com todo o esmero, como se nada tivesse acontecido. Somos profissionais e prezamos pela paz, e ela voltou a ser nossa cliente.
Esse acontecimento, que à primeira vista parece um caso isolado, na verdade, reflete uma falta de compreensão de muitas pessoas. Elas não entendem que negócios familiares e artesanais têm suas particularidades, com fragilidades e fortalezas próprias. Não é possível que se adaptem às regras do grande comércio sem que isso custe a saúde e o bem-estar de seus proprietários. É importante ponderar que os benefícios que eles trazem aos consumidores, como produtos únicos e um atendimento mais humano, superam em muitos aspectos o "incômodo" de horários mais restritos ou das férias anuais.



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